O Porco e a Sarjeta

Um conto baseado no FaceBook e nos seus Quizzes
Há algum tempo um Porco todo queimado mal cheiroso, mas que toda a gente gostava pelo seu cheirinho a leitão da Bairrada, por mero acaso conheceu uma Sarjeta que cheirava muito mal, a esgoto poluído.
A Sarjeta apesar de ser pequena tinha uma grande boca a qual engolia quase tudo que lhe aparecia.
Este vício de engolir tudo, ás vezes dava-lhe grandes mocas que a deixavam ali prostrada de boca aberta à frente de toda a gente.
O Porco malcheiroso vá se lá saber porquê criou uma certa amizade pela Sarjeta malcheirosa.
Como grande Porco que ele era atirava-se descaradamente à Sarjeta, mas quando o Porco começava a abanar o pequeno rabinho todo enroscado e chamuscado cheio de esperança, a Sarjeta sacudia logo e dizia-lhe:
Trovador perdido
há muito que hás esquecido
do amor em que nasceste
do amor que eras para ser e não foste..
O Porco malcheiroso ficava logo irritado com aquela merda – Que é isto??? pensava ele, está a chamar-me panilas??? sim Trovador com aqueles colans apertadinhos, com aquele chapelinho verde com uma pena lá no alto e quem tem penas são as galinhas e as galinhas só fazem sexo anal!!!
A Sarjeta tinha prazer em rebaixar o Porco malcheiroso, estava sempre a chamar-lhe nomes, tão depressa o chamava de Porco velho, como de paneleiro, tudo dependia dos líquidos poluídos que lhe fossem parar aquela grande bocarra de esgoto.
Mas o Porco malcheiroso sabia que a Sarjeta malcheirosa gostava tanto dele como ele gostava dela.
A Sarjeta malcheirosa às vezes sussurrava-lhe ao ouvido.
Falamos daqui a uns aninhos lá em cima e formos alminhas libertas destes corpos condicionantes, quando desencarnarmos e nos encontrar-mos lá nas alturas, onde tudo se percebe doutra forma sem condicionantes.
O Porco malcheiroso ficava sempre fodido com estas conversas e como Porco vaidoso que era lá continuava todo feliz a andar pela rua deixando todos com agua na boca com o seu cheirinho a Leitão da Bairrada.
Um dia o Presidente da Junta de Freguesia lá do Bairro resolveu alargar a avenida principal.
Chegaram os homens e as máquinas que começaram a escavacar a avenida toda para construir uma nova.
Uma buldozer enorme vinha a descer por entre os escombros da avenida quando o Porco malcheiroso fodido com aquilo tudo atravessa a avenida.
Nem ele viu a buldozer, nem a buldozer o viu a ele.
Já era tarde quando ele percebeu que a sua vida de Glória iria terminar ali, nem teve tempo para pensar em mais nada a buldozer passou-lhe por cima e ele ficou ali no meio da avenida como um enorme panado, bem passado por fora, mas em sangue por dentro.
A buldozer ao esborrachar o Porco malcheiroso descontrolou-se e foi direitinha de encontro à Sarjeta, esta queria fugir, mas ao conseguia, só sabia engolir e de repente aquele monstro de ferro caiu-lhe em cima partindo-a toda… a Sarjeta morrera, não passava de bocadinhos de “pedras” espalhadas pela avenida.
Passados uns segundos o Porco e a Sarjeta encontram-se rodeados de cores, sons novos como num êxtase de uma pedrada perpétua.
Olham um para o outro e compreenderam que estavam não no Paraíso…mas numa coisa ainda estranha para eles e muito melhor estavam libertos dos corpos condicionantes.
Os milhares de anos que se passaram depois foi da união total o amor era puro, impossível descrever hoje por palavras.
Já não se lembravam do que tinham sido nesse planeta que chamam terra, aliás ela até já nem existia, tinha sido desviado da sua rota e entrara em colisão com o sol.
Um dia O Ser Supremo foi ter com eles, irradiava luz por todo o Universo.
Olhou para eles e disse:
Têm de partir para outra história que esta já está gasta. A Luz do ser Superior aumentou e os dois desapareceram.
A Sarjeta agora é um Buraco Negro enorme que suga tudo o que lhe aparece pela frente. Como suga tudo, fica com umas pedradas Super Galácticas.
O Porco agora é um Krubnokacker, um vírus que vive agarrado ao Buraco Negro e se alimenta dele.
Krubnokacker é um vírus mutante, vive pouco tempo, mas renasce logo a seguir á morte e vai-se tornando cada vez mais forte… tipo Gripe-A de 2009, lembram-se???
CyberIberico
07.07.09
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